sábado, 21 de outubro de 2017

Do Romantismo


Trago no peito algumas feridas
De amores eternos que nunca foram
E os sinos na madrugada que soam
Retumbam na alma as dores das partidas

Não há nada mais reconfortante
Que consolar a mulher desolada.
- Toma meus braços, fazes de almofada,
Não te preocupes com o relógio na estante.

E quando eu menos esperar,
Meu peito se abrirá novamente
E se erguerá em mim a vontade insistente,
Que todos meus atos serão para te agradar.

O romantismo move vidas
Pois o coração humano é feito de drama,
Ridiculamente ridículo na frente de quem ama,
A engolir palavras antes de serem ditas.

O romantismo tem valia
Porque enobrece a alma do homem,
E nessa hora todas tuas fúrias somem
E vem à tona o divino humano que padecia.



(Felipe Leonardo)
Pintura: J. Helguera - La flor y la mujer

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