É o sol da tarde,
A secar a pele com o tempo.
Saudade,
É sal que arde,
Quando aos olhos, vem o condimento
Saudade,
É a cadeira de balanço antiga,
À beira da porta da varanda onde sento.
Saudade,
É o nostálgico pássaro,
Que assobia à janela do meu aposento.
Saudade,
É a cadeira de balanço antiga,
À beira da porta da varanda onde sento.
Saudade,
É o nostálgico pássaro,
Que assobia à janela do meu aposento.
Saudade,
É o silencio da cidade,
Que adormece noite adentro.
Saudade,
É falta sem necessidade,
Som que ecoa com o vento.
Saudade,
É um olhar esfíngico
Que se perde na paisagem.
Saudade,
É filha única,
Não tem irmãos para compartilhar a ansiedade.
Saudade,
É filha única,
Não tem irmãos para compartilhar a ansiedade.
Saudade,
Não tem sinônimo,
É um mar de subjetividade.
Felipe Leonardo





