sexta-feira, 31 de março de 2017

Saudade




Saudade,
É o sol da tarde,
A secar a pele com o tempo.

Saudade,
É sal que arde,
Quando aos olhos, vem o condimento

Saudade,
É a cadeira de balanço antiga,
À beira da porta da varanda onde sento.

Saudade,
É o nostálgico pássaro,
Que assobia à janela do meu aposento.

Saudade,
É o silencio da cidade,
Que adormece noite adentro.

Saudade,
É falta sem necessidade,
Som que ecoa com o vento.

Saudade,
É um olhar esfíngico
Que se perde na paisagem.

Saudade,
É filha única,
Não tem irmãos para compartilhar a ansiedade.

Saudade,
Não tem sinônimo,
É um mar de subjetividade.


Felipe Leonardo

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