segunda-feira, 30 de abril de 2018

Poema do cárcere



E no café da manhã
Você me vem como recordação.
Eu estaria livre se seus beijos não fossem tão doces...

Na reflexão do fim do dia,
Você surge numa canção.
Eu estaria livre se sua pele não fosse tão cheirosa...

E no marasmo da noite
Você me aparece na memória.
Eu estaria livre, se seu olhar não me penetrasse a alma.




(Felipe Leonardo)

Tédio




Grande desafio é ficar parado
Não tenho nada a fazer...
Pego meu celular, cansado,
Olho a hora sem ver.

Impossível desocupar a mente.
A possibilidade do vácuo me entedia,
No comboio de loucos que não sente
Sinto tédio do tédio que sentiria!

O tédio. Ele. Puro.
Angústia de coisa nenhuma,
Cansaço de se pensar,
Querer sem vontade,
Ansiedade sem ansiar.

- Mas filho, o tédio é necessário!
Nessas horas a criatividade tem valia.
No ônibus, ao fim da jornada,
Pegue um papel, escreva uma poesia!

A rotina nos conforta,
Até o próximo "porém",
Onde somos transformados por fim
Em inconscientes reféns.

Depois o silêncio domina
E tudo se transforma em tédio,
Mas o que não falta é remédio,
Pro sentimento que a sociedade abomina.





(Felipe Leonardo)

Verdades




Mulheres são leves. Homens pesados.
Mulheres são humanas. Homens animalescos.
Mulheres são sinceras. Homens dissimulados.
Mulheres são fortes. Homens são frescos.

Nessa vida tenho a certeza,
Pois uma voz mental me diz com firmeza:
Para cada homem sensível e de caráter que se forma,
Este já teve a oportunidade e a sorte,
De viver como mulher em vidas passadas!



(Felipe Leonardo)