segunda-feira, 30 de abril de 2018

Poema do cárcere



E no café da manhã
Você me vem como recordação.
Eu estaria livre se seus beijos não fossem tão doces...

Na reflexão do fim do dia,
Você surge numa canção.
Eu estaria livre se sua pele não fosse tão cheirosa...

E no marasmo da noite
Você me aparece na memória.
Eu estaria livre, se seu olhar não me penetrasse a alma.




(Felipe Leonardo)

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