À meia noite quando chego em casa,
Sinto-me solitário como nunca antes no dia.
Sou solitário, mas nunca como à meia noite,
Quando dou meus passos largos
Naquela rua misteriosa que lamentação emana,
Caminho como quem tem pressa,
Mas ao mesmo tempo sensibilidade,
De admirar o grande asfalto sem vida humana.
Silêncio que tem ponto final
Quando a maçaneta barulhenta soa,
E o miado do gato amigo,
No silencio ecoa.
Felipe Leonardo

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