Ela traz a noite no sorriso
E a cidade nos lábios.
Tudo reluz como semáforos.
Nas vésperas ansiosas, imagino-a
E sou todo poesia.
Se a vejo, esqueço-me,
Torno-me melodia.
E meus dedos viram acordes,
Onde ela me dedilha.
Torno-me flauta
Se a boca dela me toca.
Sou todo ansiedade,
Se a boca dela me falta.
E seu olhar são duas luas
A clarear minha noturna rua.
Nela caminho
Sem esperar pelo dia.

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