E eis que nos deparamos neste vácuo;
cegos pro que virá
e uma névoa medonha ao olhar atrás
Vácuo de poucos contatos
rostos pixelados, vozes distorcidas
cachorros e gatos dançarinos virtuais
[O mandacaru novo que comprei
vive radiante na sala de casa;
vivo, e de poucos movimentos, como a planta que é.
hoje, sobrevivemos, como planta que somos.]
Eu só consigo
ter saudades do futuro;
risadas longas, rostos maduros.
Saudade ansiosa
dentro de úteros prestes a nascer,
quando as máscaras forem extintas.
[Felipe Leonardo]

Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirOi Felipe, nos encontramos na V. Mada. Você ficou com um dos meus zines. Ha dias procurei botão para seguir o blog e não o encontrei. Versos belos os teus, parabéns.
ResponderExcluirOi Erica, me lembro de você sim, tenho seu zine guardado até hoje. Textos incríveis os seus! Perdão por responder só agora, a notificação não apareceu pra mim. Muito obrigado pelas palavras <3
Excluir