Nunca estou aqui sozinho,
Ao longo da caminhada,
Eis minh’alma de menino.
O que penso sempre atraio,
Amigos bons e banais,
Pedem ajuda a ajudá-los,
Por vezes largam-me atrás...
Os que são mais influentes,
São os que não posso tocar,
Sempre estão aqui comigo,
A pesar e iluminar.
Desses os que mais me apego,
São os que comigo se riem,
Cuidam. Carregam-me ao colo.
Os que o tédio me abreviem.
Dançam, escrevem e pensam.
Dançam este som que escuto,
Auxiliam-me a escrever,
Pensam que não sou astuto.
Da rotina participam
Onipresentes em mim
Amo-os e os quero bem perto,
Como o soar de um clarim.
Com o mover das cortinas
O ingênuo vento as balança,
És tu, minha linda amiga!
Cecília. A amiga criança.
Felipe Leonardo

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