Alguém me disse uma vez,
Que há um fio invisível
Que une a borboleta ao seu casulo.
Eu quero voltar ao meu,
Caminhando para trás,
Desandando o caminho
Para ir recordando quem sou,
Para recuperar meus pedacinhos
Os que me deixaram meus pais,
Caminhando eles. Caminhando eu.
Dançando, melhor!
Porque dançar, é caminhar com a
memória nos pés.
Para saber quantos...
Quantos são como eu,
Quantos são os que se foram,
Quantos foram levados,
Quantos os que desconhecemos,
Quantos os que sobraram...
Não sabemos, não sabemos nada,
Aceitamos tudo.
Nada nos surpreende...
Esquecemo-nos,
Esquecemo-nos de nós mesmos.
Felipe Leonardo
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