E quando a noite já estiver alta,
Quando o asfalto refletir o sereno
E a lua em seu auge, clarear,
Beije-me para me escurecer.
Quando as pernas se cansarem
De sustentar nossos corpos na dança,
E o cansaço fazer presença,
Beije-me para que eu rejuvenesça.
Quando a noite boêmia,
Em seu marasmo embriagado
O último eco silenciar,
Beije-me para me acordar.
E quando o dia nascer,
A festa morrer,
E a hora da despedida se aprontar,
Beije-me para que eu nunca te despeça.
(Felipe Leonardo)

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