sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

Pela noite adentro




E quando a noite já estiver alta,
Quando o asfalto refletir o sereno
E a lua em seu auge, clarear,
Beije-me para me escurecer.

Quando as pernas se cansarem
De sustentar nossos corpos na dança,
E o cansaço fazer presença,
Beije-me para que eu rejuvenesça.

Quando a noite boêmia,
Em seu marasmo embriagado
O último eco silenciar,
Beije-me para me acordar.

E quando o dia nascer,
A festa morrer,
E a hora da despedida se aprontar,
Beije-me para que eu nunca te despeça.



(Felipe Leonardo)

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