Amo o intangível,
Tudo o que possuo, não toco.
O visível são devaneios
Que a realidade entrega
Eu admiro o longe.
As árvores de ramos altos
Que tocam o céu e se espreguiçam nos galhos,
E a chuva ansiosa que pesa nas nuvens.
Enquanto vivo, sinto.
Engravido-me de futuro.
Anseio seu sorriso de pôr do sol
E seus olhos negros de nebulosa.
Sonho o infinito,
O que possuo não toco.
Contento-me.
Fecho os olhos e o admiro,
Enquanto não posso guardá-los no bolso.
(Felipe Leonardo)

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