quarta-feira, 17 de abril de 2019

Exaustão





A alma ofegante
Cansa ao correr demasiado.
Agora suspira e fecha os olhos,
Aproveitando o silêncio do mundo.
Êxtase e exaustão.

Não cansado. Sim exausto,
Com o sono de ser alguém,
E a obrigação de não poder ser poeira.
Exausto, assim, como se pronuncia.
Com o Xis esparramado e fingindo ser Zê.



(Felipe Leonardo)

Nenhum comentário:

Postar um comentário