Primeiro me dissecas.
Com os olhos vorazes me procura,
Como ave de rapina
Caça minhas pupilas
Depois, satisfeita,
Pousa a cabeça nas mãos.
Meu rosto cotidiano vira novidade,
E seu olhar, agora ingênuo, me ronda,
Como se nunca me tivera visto.
[Nela são sempre dez da manhã,
E brilha um sol eterno de outono
Cheio de sombras frescas]
Em seguida me conclui.
Sorriem teus olhos,
E tuas bochechas coram
Como criança envergonhada.
Sou atingido no peito.
Por fim traduz com a voz
O que já me dizias no semblante.
- Eu te amo!
(Felipe Leonardo)

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