sábado, 20 de novembro de 2021

Sangue Ancestral

 A lua de sangue que ilumina os terreiros

Só clareia peles pretas;

Vermelho-guerra, força e luta,

Deuses e Diabos na terra do sol.


O couro dos tambores respiram os anos

Exalam aromas de honra e suor,

Tudo ginga ao compasso de um samba de quintal.

Graves e sonoros como batidas de corações


Em seu olhar carrega universos

Onde pisa, leva mundos nas costas;

Ventre livre libertário,

Quilombos em chamas,

Mulher ancestral,

Artista leoa.


À meia noite sua pele reluz

Ao relento dos astros e das estrelas.

Filha de Orixás, sangue Real;

Toda mulher negra é uma Dandara

Todo samba é resistência.



[Felipe Leonardo]

Nenhum comentário:

Postar um comentário