A lua de sangue que ilumina os terreiros
Só clareia peles pretas;
Vermelho-guerra, força e luta,
Deuses e Diabos na terra do sol.
O couro dos tambores respiram os anos
Exalam aromas de honra e suor,
Tudo ginga ao compasso de um samba de quintal.
Graves e sonoros como batidas de corações
Em seu olhar carrega universos
Onde pisa, leva mundos nas costas;
Ventre livre libertário,
Quilombos em chamas,
Mulher ancestral,
Artista leoa.
À meia noite sua pele reluz
Ao relento dos astros e das estrelas.
Filha de Orixás, sangue Real;
Toda mulher negra é uma Dandara
Todo samba é resistência.
[Felipe Leonardo]
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