quinta-feira, 16 de janeiro de 2025

Mirim


Conheci um menino

Que catava vagalumes.

O brilho do inseto

Causava hipnose.


Esfregava o bicho na roupa

Saía correndo brilhando no breu,

Fingindo ser assombração

A brincar com os amigos.


Ficava encantado que todos o viam.

Nas trevas da noite, pulava.

Era o que queria ser,

Não tinha medo de morrer.


Hoje o vi brincando num balanço,

Já adulto e distante das ideias.

Com impulso ía,

Com a inércia vinha.


Com um sorriso infantil

Deixava rastro no vento.

Rastro de luzes vagalumiosas

Carregadas de verdade


De fato um balanço é

A maior máquina do tempo

Já inventada.

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