Que catava vagalumes.
O brilho do inseto
Causava hipnose.
Esfregava o bicho na roupa
Saía correndo brilhando no breu,
Fingindo ser assombração
A brincar com os amigos.
Ficava encantado que todos o viam.
Nas trevas da noite, pulava.
Era o que queria ser,
Não tinha medo de morrer.
Hoje o vi brincando num balanço,
Já adulto e distante das ideias.
Com impulso ía,
Com a inércia vinha.
Com um sorriso infantil
Deixava rastro no vento.
Rastro de luzes vagalumiosas
Carregadas de verdade
De fato um balanço é
A maior máquina do tempo
Já inventada.

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