quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Marinheiro de Portugal





Navega pois o marinheiro solitário,
O mar prolongado ao céu ele olhava.
O fado de Amália cantava,
À proa do barco sentado.

A antiga nau agora é veleiro,
Saíra cedinho de terras portuguesas,
A desbravar o mar e suas presas,
O mar atlântico por Inteiro.

Distraído a ler Camões,
Viu que navegava por águas cinzentas.
Confundira a Ilha da Madeira,
Com o famigerado Cabo das Tormentas.

Ah! Que saudades de terra Firme – dizia o marinheiro.
Sem necessidades de seu capitão ouvir sermões,
Solitário ao vento vai o veleiro,
Portugal já não carrega seus grilhões.


Felipe Leonardo

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