quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Tarde Ociosa



A brisa suave vespertina
Nós e o balançar das cortinas
Tu e eu.
Sol  laranja o quarto invade,
Nos tirando a privacidade.
Todo teu.
Que elegante és tu ao dormir,
Nua, esquecera de vestir.
Corpo meu.
A tarde ingênua delicada
Silêncio das almas caladas.
Apogeu.
A respiração compassada
Sobre a já amassada almofada.
Escureceu.
- Sol! Aonde vai? Por que já parte?
Já retirara seu estandarte.
Lua e breu.
Duas moças fazem-me sala,
Agora o luar e minha amada.
Paz me deu.


Felipe Leonardo

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