Oh! Bela morena!
Minha distorcida imagem
De aparente serenidade,
Esconde-me calos da alma
Que anseia em liberdade!
Que nestes versos livres,
Apresento-lhe minha hombridade,
Do menino-homem que mora em mim
Com cordial receptividade.
Debruçado à beira da janela
Confesso-te meu paradeiro
Leio os versos de Alberto Caeiro
Até me arderem os olhos.
Com prazer a ti me apresento,
Digo-lhe também minha religiosidade,
De dar à alma alimento
Nela está nossa longevidade.
A ti te presenteio meu tempo
O presente mais valioso,
Nele cabe todo sentimento
Dentro de um coração carinhoso.
Oh! Linda morena,
A ti lhe mostrei meus bens.
Além de tua beleza serena,
Tu, mostre-me o que tens!Felipe Leonardo
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