O sono me invade,
Mas dormir não posso,
Ocupando o ócio,
O estomago arde.
Os trens vêm e vão,
Nem olham pro chão,
Por mim passam por cima,
Na monótona estação.
A garoa que despenca,
Remete-me solidão,
- Tenhas dó de mim,
Estenda-me a mão!
Meu interior borbulha,
- Quanto sentimento tenho eu!
- Não fui eu, Não me atribua culpa!
O breu em mim floresceu.
Mas como a garoa é fina,
Fino é o fio da esperança,
Como a luz do longínquo trem,
À mim sempre sorri a criança!
Felipe Leonardo

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