terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Perdoe-me Moça




Não podemos duvidar,
Das certezas ditas pelo coração,
Confunde-nos a alma e nos corrói,
Entrando em contradição com a razão.

Perdoe-me, moça bonita,
Esse tolo poeta que aos prantos escreve,
Esbanja segurança e virtude ao falar,
Mas que no fundo sua ingenuidade se faz notar,

Perdoe-me, moça bonita,
Pela falta de atenção deste poeta tolo,
Que se perde em seu mundo próprio,
Se esquecendo da “cereja do Bolo”.

O amor queima o estômago
E sobe-se a angustia pela garganta,
Entala-se na goela, sem nos deixar falar,
E nos marca a alma que fora santa.

O amor queima assim,
Porque os que ainda sentem dor não sabem amar,
Amor puro e real não nos faz chorar,
Nos tira do lodo,
Nos emancipa a alma,
Por dimensões nos faz voar.



Felipe Leonardo

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