Não podemos duvidar,
Das certezas ditas pelo coração,
Confunde-nos a alma e nos corrói,
Entrando em contradição com a razão.
Perdoe-me, moça bonita,
Esse tolo poeta que aos prantos
escreve,
Esbanja segurança e virtude ao falar,
Mas que no fundo sua ingenuidade se
faz notar,
Perdoe-me, moça bonita,
Pela falta de atenção deste poeta
tolo,
Que se perde em seu mundo próprio,
Se esquecendo da “cereja do Bolo”.
O amor queima o estômago
E sobe-se a angustia pela garganta,
Entala-se na goela, sem nos deixar
falar,
E nos marca a alma que fora santa.
O amor queima assim,
Porque os que ainda sentem dor não
sabem amar,
Amor puro e real não nos faz chorar,
Nos tira do lodo,
Nos emancipa a alma,
Por dimensões nos faz voar.
Felipe Leonardo

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