Noite fria em Buenos Aires,
Sobre a janela cai a chuva,
A boêmia sobe aos ares,
Sua cidade cheira a uva.
A portenha me intimida,
Me olha com olhos de fera,
Ao seu leito me convida,
Nessa hora quem eu era?
Cidade rude. Potente.
Charmosa ao anoitecer,
Descubra o sotaque! Tente.
Antes do sol ascender.
Ruas caladas me inspiram,
Sereno brilha no asfalto,
Sob os bancos de madeira,
Sobre os faróis lá no alto.
O acordeom soa o tango,
Timbre de voz de Gardel,
A brisa do Rio da Prata,
Traz o aroma do céu.
Felipe Leonardo

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